Práticas Integrativas e Complementares Aplicadas à Saúde Mental: uma Prática de Humanização

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Práticas Integrativas e Complementares Aplicadas à Saúde
Mental: uma Prática de Humanização
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Takeda, Osvaldo Hakio; Nascimento, Maria Helena F. do; Kölle, Monika; Yui,
Cristina; Cruz, Michele Santos da; Perissinotti, Elko
Hospital Dia do IPqHCFMUSP

Introdução: As Práticas integrativas e complementares em saúde têm sido evidenciadas
como importante ferramenta terapêutica na manutenção/recuperação da saúde, bem estar
e qualidade de vida, com positivo e especial impacto no tratamento de pacientes com
transtornos mentais desde os mais leves até os mais graves. Objetivos: Utilizar as práticas
integrativas e complementares como novas possibilidades de cuidado com a visão de
integralidade do paciente, num serviço público de saúde mental. Métodos: As Práticas
Integrativas e Complementares a que referimos integram a grade de atividades
terapêuticas, que são desenvolvidas semanalmente como parte do tratamento destinado
aos pacientes vinculados ao serviço de saúde mental, que são Cinesioritmoterapia; Oficina
de Teatro; Bioenérgética; Kundalini Yoga; Acupuntura; Reiki; TISE (Toque Integrativo
Somato-Emocional) e Grupo Tocar (Técnica oriental de massagem – Shiatsu). o
atendimento é feito aos pacientes de 18 anos ou mais, mediante triagem com equipe
interprofissional composta de psiquiatra, psicólogo, educador físico, assistente social e
terapeuta ocupacional que juntos avaliam o estado psíquico, a necessidade de reabilitação
psicossocial e as condições de frequentar o local, de atendimento sozinho ou com
acompanhante. Os casos que preenchem as indicações de tratamento, ou seja, portadores
de Transtorno Mental Grave que não necessitam de tratamento em ambiente protegido
(internação em enfermaria psiquiátrica), e que apresentam prejuízo afetivo e volitivo que
interfiram na execução de atividades laborais e sociais, são matriculados para tratamento
e alocados para participar das atividades da grade. Resultados: o acompanhamento
sistemático das atividades desenvolvidas permite observar mudanças comportamentais,
físicas e emocionais refletidas em uma maior tranquilidade, diminuição da ansiedade e de
sintomas depressivos, melhora da consciência corporal e, mesmo, de sintomas psicóticos.
a aceitação e adesão às práticas é verificada na assiduidade e no relato da sensação de
bem estar, após participarem das atividades. Conclusões: a prática profissional
interdisciplinar permite uma visão integralizada do paciente, proporcionando cuidados
pautados no acolhimento, empatia, bem querer, proximidade, ou seja, na prática de
humanização. o conhecimento acerca do potencial benefício das práticas integrativas e
complementares, utilizadas com seriedade no tratamento de pacientes com transtornos
mentais graves poderá servir para a elaboração de novas estratégias que ampliem o
cuidado humanizado e o atendimento a essas pessoas, visando a melhoria de sua
qualidade de vida.
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Takeda, Osvaldo Hakio; Nascimento, Maria Helena F. do; Kölle, Monika; Yui, Cristina; Cruz, Michele Santos
da; Perissinotti, Elko. Práticas Integrativas e Complementares Aplicadas À Saúde Mental: uma Prática de
Humanização. In: Anais do Congresso Internacional de Humanidades & Humanização em Saúde [=
Blucher Medical Proceedings, num.2, vol.1]. São Paulo: Editora Blucher, 2014. ISSN 2357-7282
DOI 10.5151/medpro-cihhs-10602

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Produção Científica